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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Agradeço aos Orixás, 20 anos de Feitura!





            Bom dia à todos os irmãos(as) de Religiões de Matrizes Africanas, aos irmãos(as) do Kardecismo, enfim a todos os simpatizantes de nossa amada Religião!
           É com grande emoção e orgulho que me manifesto para dizer que ontem dia 15/09/2019 completei 20 anos de Feitura de Babalaô, haja vista que realizei uma feitura para Pai Pequeno também em Set/1995, na Tenda Espírita Caboclo Ubirajara - Fpolis - SC. Citei emoção e orgulho pois me emociona falar de nossa Amada Religião Almas e Angola e orgulho não de mim; onde  dediquei e dedico minha vida a Umbanda, mais é o orgulho de prestigiar, de pertencer, de adorar, rezar, agradecer todos os dias aos Orixás por tudo que fizeram por mim e minha Família Carnal esposa e filho até o momento!
            Agradecer ao Caboclo Rompe Mato grande amigo e companheiro de todos os dias (guia de frente) onde esse Blog é uma Homenagem a ele; a Ogun (Pai) e Iemanjá (Mãe) que sempre nos acolhe e orienta, também não poderia de deixar de citar o preto velho que eu recebo, Pai Tomázio onde me ensinou muitas coisas  e ao Exú Seu "7" Encruzas grande batalhador; enfim tantos outros Orixás de outros irmãos também que nos Protegem também por simpatia, amizade, afinidade etc.
         Sejamos sempre humildes e justos diante de Oxalá para que ao menos nosso coração seja puro e forte para lutar contra o mal e ajudar os mais necessitados. Vivemos para religião e não dela!
                                  

"A Melhor Religião, é aquela que te faz uma pessoa melhor depois que você a pratica."

       



Abraço à Todos!
  Babalorixá Alexandre D ´Ogun
                                             
                                                                    Força e Fé.                           





quarta-feira, 27 de março de 2019

Mãe Menininha dos Gantois. A Yalorixá mais Famosa do País!

           Bom dia à todos os irmãos (as) de Religiões de Matrizes Africanas, aos irmãos(as) do Kardecismo, enfim a todos os simpatizantes de nossa amada Religião! É com grande Honra que posto a vocês sobre a Yalorixá mais famosa do País que virou baluarte no crescimento de nossa Religião; Candomblé e outros Rituais descendentes. Obrigado Mãe Menininha!  

           Escolástica Maria da Conceição Nazaré foi o nome de batismo de Mãe Meninha do Gantois. Neta de escravos, ela nasceu em 10 de fevereiro de 1894, na cidade de Salvador. O Terreiro do Gantois foi fundado por sua bisavó, Maria Júlia da Conceição Nazaré, em 1849. O popular nome do terreiro veio do francês (belga?) que era proprietário do terreno onde o templo foi construído.
        Mãe Menininha foi iniciada nos rituais pela tia Pulquéria, sua antecessora. Quando assumiu a liderança do terreiro, escolhida pelos orixás, ainda não tinha 30 anos completos e, inicialmente, sua juventude não foi bem vista pelos adeptos mais antigos. Porém, com sua doçura, carisma e diplomacia, Mãe Menininha mudou esta situação. Nos mais de 60 anos em que liderou o Terreiro do Gantois, como relações públicas de sua religião, sempre se mostrou disponível para explicar o candomblé a quem se interessasse. Além disso, sempre teve um ótimo relacionamento com governantes, artistas e intelectuais e também conquistou o respeito de líderes de outros terreiros e até de sacerdotes católicos.
        Mãe Menininha do Gantois foi a ialorixá mais famosa do país. Sob seu comando, o Terreiro do Gantois logo se tornou um dos mais procurados e respeitados da Bahia. Para muitos pesquisadores, a popularidade e o reconhecimento que Mãe Menininha alcançou foram de fundamental importância para aumentar a aceitação do candomblé na sociedade.  Casou-se com o advogado Álvaro McDowell de Oliveira, descendente de ingleses, e com ele teve duas filhas, Carmem e Cleusa, que a sucedeu no terreiro.

        Mãe Menininha recebeu muitos títulos, homenagens e medalhas. Uma das que mais gostava era a dos Filhos de Gandhy, que a nomearam madrinha do afoxé. Em 1972, Dorival Caymmi compôs a famosa música 
oração a Mãe Menininha, que trazia os versos: "A beleza do mundo, hein? Tá no Gantois./ E a mão da doçura, hein? Tá no Gantois./ O consolo da gente, ai. Tá no Gantois.../ Ai, minha mãe. Minha Mãe Menininha".
        Além dele, Jorge Amado, Antônio Carlos Magalhães, Vinícius de Moraes, Maria Bethânia e Caetano Veloso eram algumas das inúmeras personalidades que se aconselhavam com Mãe Menininha. Em 1994, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos lançou um selo comemorativo para marcar o centenário de seu nascimento.

       Terreiro de Mãe Meninhha na Casa Branca do Engenho Velho, foi fundado por Maria Júlia da Conceição Nazaré em 1849. O nome Gantois (pronuncia-se gantoá) tem origem na cidade natal (Gante, Bélgica) do dono do terreno onde o templo religioso foi construído. O terreiro está situado na Rua Mãe Menininha do Gantois, s/n (antigo Alto do Gantois, n.23), bairro da Federação, Salvador, Bahia, e ocupa uma área de cerca de 3.600 m2, entre a parte cumeada do morro e o vale. Seus espaços são divididos em áreas de acesso público, semi-público e restrito. Foi tombado nacionalmente em 2002 pelo IPHAN, sob o processo n.º 1471-T-00, 2002.








A ordem de ocupação do cargo de sacerdotisa no terreiro foi a seguinte:

•        Maria Júlia da Conceição Nazaré; 

•        Pulqueria Maria da Conceição Nazaré, ou Iyá Pulqueria;
•        Maria da Glória Nazareth;
•        Maria Escolástica da Conceição Nazaré (filha de Glória), conhecida como Mãe Menininha do Gantois;
•        Cleusa Millet (filha de Mãe Menininha);
•        Carmen Oliveira.


      Mãe Menininha era filha de Oxum e faleceu de causas naturais em 13 de agosto de 1986, aos 92 anos, na cidade de Salvador.

Fonte: antigo.acordaculta.org.br


Abraço à Todos!
                                Babalorixá Alexandre D ´Ogun
               
                                                 Força e Fé.           










sexta-feira, 1 de março de 2019

Quaresma, 40 dias de Paz Espiritual!


           

       Bom dia à todos os irmãos(as) de Religiões de Matrizes Africanas, aos irmãos(as) do Kardecismo, enfim a todos os simpatizantes de nossa amada Religão!

         Não poderia de deixar de postar a vocês sobre a Quaresma onde muitos leitores não sabem o que é, de onde vem, pra que!  Mais do carnaval todos lembram.
       Quaresma é um período de quarenta dias que antecederam a principal Celebração do Cristianismo, a Páscoa, Ressurreição de Jesus Cristo. A Quaresma começa na quarta feira de cinzas e termina no domingo de Ramos anterior ao Domingo de Páscoa! Nesses quarenta dias, os Cristãos se recolhem em Orações para lembrar dos quarenta dias passados por Jesus no Deserto e os Sofrimentos que passou na Cruz!
          Em nosso Ritual Almas e Angola a grande maioria dos Terreiros e Barracões fecham suas portas no final do mês de novembro, ou encerram suas atividades no começo de dezembro com a  realização das suas giras na cachoeira no dia 8 de Dez, dia de Nossa Mãe Oxum e reabrem somente após a Quaresma! É  na Quaresma uma das partes fundamentais de Espiritualização dos médios, onde é orientado pelos Dirigentes Espirituais, Babalaôs e Yalorixás os preceitos essenciais para que nesse período de 40 dias estejamos livre de espíritos obsessores que se originam do carnaval!
        Já os Terreiros e Barracões que tocam na Quaresma continuam seus trabalhos atendendo as pessoas e como sou do Ritual Almas e Angola Tradicional, atendemos com Caboclos(as) e Pretos Velhos(as), já outros tocam para Exús e Preto Velhos(as). 
         Quaresma é um período de Paz e Harmonia onde podemos refletir e seguir os ensinamentos de Nosso Pai Oxalá, devemos aproveitar também esse período para meditar e sermos mais gentis, amorosos, humildes e buscar ser um ser humano melhor pacificando nossa Alma!



" Não há como unificar os Homens, e nem agrupa-los numa única Fé. E é mais bonito saber que Deus se manifesta de muitas formas diferentes e de que em nenhum lugar estará ausente".


                                                    Ogundana, O Alabê de Jerusalém.




Abraço à Todos!


Babalorixá Alexandre D ´Ogun    
Força e Fé       













segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

20 de Janeiro dia de Oxosse! Dia 21, dia de Combate à Intolerância Religiosa




          Bom dia à todos os irmãos (as) de Religiões de Matrizes Africanas, aos irmãos (as) do Kardecismo, enfim a todos os simpatizantes de nossa amada Religião!
              Não poderia deixar de falar sobre Oxosse, nosso Guerreiro das Florestas e Protetor das Matas, Cachoeiras, Rios, nossas ervas sagradas e tudo que nos faz bem  vindo das matas tão maltratadas pelo homem!

Oxosse  é senhor das matas, cheio de energia e não teme a morte, pois ele simplesmente não acredita em sua existência. Ele enxerga a vida como um ciclo eterno. Generoso e zeloso com seus filhos, ajuda a todos aqueles que querem lutar para manter sua famíliaOxosse é Orixá de felicidade e fartura, dá valor ao que é natural da vida e auxilia quem sabe como procurá-lo.Orixá da mata, dos animais, do alimento em fartura e da caça, O Orixá Oxosse é o responsável por prover as refeições de todos, sempre afortunando os que o buscam. Seu conhecimento e seu modo de vida na natureza o torna um perfeito guerreiro e sábio. Ele está em sintonia com o meio ambiente e é responsável por todo o balanço do eco sistema, até mesmo o cantar dos pássaros. Esse Orixá é defensor de todos aqueles que lutam pelo seu sustento e de sua família. Está ligado a tudo que é natural, inclusive dons como a dança, o canto e as artes plásticas. Viver em sintonia com esse Orixá é esperar sempre o positivo e buscar no mundo o que ele naturalmente nos oferece. Por amar tanto tudo que naturalmente possuímos, ele também representa um pouco de preguiça e comodidade, pois, para poder contemplar é necessário paciência e tempo de relaxamento.
A Lenda de Oxosse conta que ele é irmão mais novo de Ogum. Certa vez Ogum saiu para guerrear e Oxóssi ficou na tribo, porém diz a lenda, que enquanto Ogum estava fora a tribo foi atacada e Oxóssi não sabia lutar, por isso não pôde defender a tribo do ataque dos invasores. Após o retorno de Ogum, o mesmo viu toda a destruição causada a tribo e foi a procura do irmão. Ogum viu que era preciso treinar seu irmão para proteger a vila enquanto ele estivesse fora, pois Ogum é o orixá da guerra e sempre que fosse preciso sair para guerrear era necessário que alguém cuidasse da tribo. Oxosse foi então treinado pelo seu irmão Ogum a fim de defender a sua tribo de ataques que pudessem ser feitos a ela. Por esse motivo ele é considerado como o guardião popular, pois ele mesmo guarda a sua tribo.

A saudação a Oxosse é: Òké Aro!!! Òké Odé.
Significado: Salve ao Rei! É uma saudação ao que fala mais alto.
O nome Oxóssi vem do termo iorubá Osoosi que é derivado de Osowusi, que significa "O
guardião noturno é popular", "caçador ou guardião popular"
Cor: Verde, no Camdomblé: Azul
Lembrando aos Umbandistas Dia 21 deste, também é comemorado Dia de Combate à Intolerância Religiosa!
Conhecer e Respeitar é parte da Construção de um Mundo mais Tolerante!

Abraço à Todos!

Babalorixá Alexandre D ´Ogun - Força e Fé!
                                             
                                                       






sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Falecimento de Mãe Stella de Oxossi - 27/12/2018

Corpo de Mãe Stella de Oxóssi é velado na Câmara de Vereadores de Nazaré

 

Considerada uma das maiores Yalorixás do país, Mãe Stella morreu na quinta-feira (27), em um hospital de Santo Antônio de Jesus, onde estava internada.

 

O corpo de Maria Stella de Azevedo Santos, mais conhecida como Mãe Stella de Oxóssi, que morreu na quinta-feira (27), está sendo velado na Câmara de Vereadores da cidade de Nazaré, no recôncavo baiano, nesta sexta-feira (28).
O enterro será realizado às 16h, também no Cemitério Municipal de Nazaré. O velório é aberto ao público.
Mãe Stella morreu aos 93 anos, no Hospital INCAR, em Santo Antônio de Jesus, também no recôncavo da Bahia, onde estava internada desde o dia 14 de dezembro, quando deu entrada com uma infecção.
Desde 2017, Mãe Stella estava morando na cidade de Nazaré, a cerca de 210km de Salvador. Ela se mudou de Salvador para lá depois de um desentendimento entre filhos de santo do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, na capital, e a companheira dela, Graziela.
Considerada uma das maiores ialorixás do país, Mãe Stella nasceu no dia 2 de maio de 1925, em Salvador. Foi a quarta filha de Esmeraldo Antigno dos Santos e Thomázia de Azevedo Santos.
Aos 13 anos de idade, foi levada pela tia, que a criava, para o terreiro de mãe Aninha, a fundadora do Ilê Axé Opô Afonjá. Um ano depois, foi iniciada no candomblé. Na juventude, sempre gostou de ler. Formou-se enfermeira, profissão que exerceu durante 30 anos. Em 1976, aos 51 anos de idade, foi escolhida pelos orixás para ser a nova líder do terreiro de São Gonçalo do Retiro. Mãe Stella foi a quinta ialorixá a comandar o Ilê Axé Opó Afonjá.
Em 1999, Mãe Stella conseguiu que o terreiro fosse tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Em 2005, recebeu o título de doutor honoris causa pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). Quatro anos depois, recebeu o mesmo título pela Universidade do Estado da Bahia. Além disso, Mãe Stella foi agraciada com a Comenda Maria Quitéria, da Prefeitura de Salvador, com a Ordem do Cavaleiro, do Governo do Estado, e a Ordem do Mérito, do Ministério da Cultura.
Estudiosa e divulgadora da crença religiosa africana, Mãe Stella foi a primeira ialorixá no Brasil a escrever livros e artigos sobre o candomblé. Em 2013, foi eleita por unanimidade para a Academia de Letras da Bahia, ocupando a cadeira de número 33 cujo patrono é o poeta Castro Alves.
A líder religiosa, cultural e social do seu povo sempre condenou o sincretismo religioso. Para a mãe de santo Stella de Oxóssi, candomblé é candomblé, e catolicismo é catolicismo. Não concordava com a fusão entre santos e orixás.
Sempre preocupada em garantir a preservação da cultura negra, Mãe Stella participava de conferências e dava palestras. No Ilê Axé Opô Afonjá, montou o primeiro museu aberto em uma casa de candomblé, onde podem ser vistas as roupas e os objetos usados pelas mães de santo da casa e pelos orixás.

O livro “Mãe Stella de Oxóssi – Estrela nossa, a mais singela!”, obra organizada pelo escritor Marcos Santana, conta a história de vida da ialorixá com poesias, depoimentos, resenhas e análises de algumas de suas produções intelectuais. A obra foi lançada em 2014, no terreiro Ilê Axé Opô Afonjá.
O livro é uma coletânea que reúne resgate histórico e cultural, com textos de diversos autores, como: Edivaldo Boaventura, Muniz Sodré, Antonio Olinto, Jorge Amado, Fernando Coelho, Padre Arnaldo Lima, Dorival Caymmi, Jorge Portugal, Menininha dos Gantois, Detinha de Xangô, Marcos Santana e da própria Mãe Stella.
Em 2014, ela também foi homenageada da Flica, festa literária que é realizada todos os anos na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano. Na mesma época, criou a biblioteca itinerante adaptando um ônibus para levar a qualquer lugar livros que abordam curiosidades sobre todas as religiões. Pregava um respeito mútuo e uma convivência pacífica entre todas as crenças para que as pessoas se aproximassem pela fé.
Mais do que uma sacerdotisa de um dos mais importantes terreiros de candomblé do país, Mãe Stella de Oxóssi foi uma militante do resgate cultural de um povo.







Fonte:   Por G1 BA
28/12/2018   08h 39

                                          Abraço à Todos!
                               Babalorixá Alexandre D ´Ogun                                                                                    Força e Fé.     



























sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Oxalá, 25 de Dezembro!


            Bom dia à todos os irmãos (as) de Religiões de Matrizes Africanas, aos irmãos (as) do Kardecismo, enfim a todos os simpatizantes de nossa amada Religião!
            É com grande satisfação que escrevo com admiração e devoção infinita sobre Oxalá. Nos Umbandistas sabemos da influência Magnifica e até mesmo incompreensível ao entendimento humano sobre os nossos terreiros! Toda a Paz  Luz e Bondade vem dele. Em virtude disso tem seu lugar de destaque no Altar da maioria dos Terreiros no Brasil e em nosso Estado.
Oxalá é a grafia de duas palavra da língua portuguesa de significado diferente. Uma tem origem árabe, da expressão “in sha allh”, cujo significado é “se Deus quiser”, e que é utilizada como interjeição para expressar o desejo que algo aconteça – nesse sentido, é sinónimo de "tomara" ou "queira Deus". A outra palavra vem do iorubá Òrìsànlá, nome de um orixá também conhecido como Obatalá.  É também uma divindade africana respeitada e cultuada tanto na Umbanda quanto no Candomblé  geralmente sincretizado na Igreja Católica como Jesus Cristo no Rio de Janeiro, e Senhor do Bonfim na Bahia e Oxalufã, Oxaguiã e Obatalá são termos procedentes da língua iorubá.
 Oxalá, Orixalá, Orixaguinã, Gunocô ou Obatalá] é o orixá associado à criação do mundo e da espécie humana. Apresenta-se de várias maneiras (qualidades) sendo as duas principais qualidades: a forma jovem, em que Oxalá é chamado de Oxaguiã e seus símbolos são uma idá (espada), um pilão de metal branco e um escudo. Na sua forma idosa, Oxalá é chamado Oxalufã e seu símbolo é um cajado de metal chamado opaxorô.
              A cor de Oxaguiam é o branco levemente mesclado com azul no candomblé e somente branco no batuque do RGS; a de Oxalufam é somente branco de gossa em ambos. O dia consagrado para oxalá moço é a sexta-feira e o domingo para oxalá velho e oxalá de orumilaia. Sua saudação é èpao, èpa bàbá! Oxalá é considerado e cultuado como o maior e mais respeitado de todos os orixás do panteão africano. Simboliza a paz, é o pai maior nas nações das religiões de tradição africana. Oxalá significa luz (oxa) branca (alá); É calmo, sereno, pacificador; é o criador e, portanto, é respeitado por todos os orixás e todas as nações. A Oxalá pertencem os olhos que veem tudo.
Data comemorativa dia 25 de Dezembro!



“ Oxalá, obrigado por tudo meu Pai. Que a sua Paz continue Reinando em nossos Corações”.


Abraço à Todos!
Babalorixá Alexandre D ´Ogun
Força e Fé
                                   
                                                   




terça-feira, 4 de dezembro de 2018

A cada 15 Horas acontece 1 Ataque a Nossa Religião


Brasil registra uma denúncia de intolerância religiosa a cada 15 horas
Levantamento do Ministério dos Direitos Humanos vai de janeiro de 2015 ao primeiro semestre deste ano; Estados de São Paulo, Rio e Minas Gerais lideram casos. Dados, porém, são subnotificados porque muitas vítimas ainda têm medo de denunciar
Felipe Resk, José Maria Tomazela e Jonathas Cotrim, O Estado de S.Paulo
12 Novembro 2017 | 03h00
SÃO PAULO - Templos são invadidos e profanados. Em outros casos, há agressões verbais, destruição de imagens sacras e até ataques incendiários ou tentativas de homicídio. O cenário preocupa adeptos de diversas religiões e, em pelo menos oito Estados, o Ministério Público investiga ocorrências recentes de intolerância. Entre janeiro de 2015 e o primeiro semestre deste ano, o Brasil registrou uma denúncia a cada 15 horas, mostram dados do Ministério dos Direitos Humanos (MDH).







       Segundo levantamento da pasta, o Disque 100, canal que reúne denúncias, recebeu 1.486 relatos de discriminação religiosa no período, de xingamentos a medidas de órgãos públicos que violam a liberdade religiosa. “E sempre há mais casos do que os relatados”, explica Fabiano de Souza Lima, coordenador-geral do Disque 100. “A subnotificação é alta, considerando o cenário nacional”, diz. “Algumas pessoas não querem se envolver e preferem permanecer no anonimato a denunciar.”
Só neste ano foram registrados 169 casos: 35 em São Paulo, 33 no Rio e 14 em Minas, Estados com maior número de ocorrências informadas. Comparado ao mesmo período de 2016, haveria recuo de 55%, mas Lima explica que a oscilação de denúncias não reflete a realidade. 
 “Quando você vir um número maior em um ano, é certo que houve divulgação do problema, por meio de campanhas.” Um exemplo, diz, é que em 2016, ano da campanha nacional Filhos do Brasil, houve registro recorde de 759 casos.
Aumento. Em agosto, a Paróquia Nossa Senhora do Bom Parto, em Santo André, no ABC paulista, foi invadida. Os suspeitos arrombaram o sacrário, furtaram a âmbula e atiraram hóstias no chão. “Para nós, a eucaristia é o mais sagrado: o corpo de Cristo. Houve profanação”, diz o padre Renato Fernandez. Para ele, a sensação é de aumento das ocorrências. “No passado, havia um respeito pelos templos e pela Igreja”, afirma. “Deixar a eucaristia jogada diz que, para eles, não significa nada.”
A análise de 2017 aponta que a maioria das vítimas de intolerância é de religiões de origem africana, com 39% das denúncias. Lideram o ranking umbanda (26 casos), candomblé (22) e as chamadas matrizes africanas (18). Depois, vêm a católica (17) e a evangélica (14). 
Recentemente, um templo de candomblé foi incendiado em Jundiaí, na Grande São Paulo. O ataque destruiu 80% da casa, além de equipamentos e instrumentos musicais, mas não impediu a mãe de santo Rosana dos Santos, a Iya Abayomi Rosana, de continuar o ofício religioso. “Agora, coloco uma mesa embaixo de uma árvore, ao lado dos escombros, e atendo lá”, afirma. “A fé cabe em qualquer lugar, pois Deus e os orixás estão em toda parte.”
O templo funcionava havia dez anos e nunca havia registrado ameaça. “Não foi nada pessoal, foi contra nossa religião, de matriz africana”, diz ela, que trabalha para reconstruir o lugar. “Era solo sagrado, existiu muito amor lá.”
Líder do Brasil Contra a Intolerância Religiosa, Diego Montone critica a ausência de legislação específica. “Temos de nos basear criminalmente e até civilmente em outros crimes.”
Cláudio Bertolli Filho, antropólogo da Universidade Estadual Paulista (Unesp), diz que a intolerância é resultado da “dificuldade de conviver com a diversidade”. “A forma viável de as religiões conviverem pacificamente é todas elas assumirem que não existe religião verdadeira ou religião falsa.”
Para o antropólogo João Baptista, professor emérito da Universidade de São Paulo (USP), uma religião “pode ser intolerante porque quer dominar ou porque é vítima da intolerância”. Ela se torna intolerante, segundo ele, “porque se fecha sobre si mesma”.
Entre os suspeitos identificados pelo MDH em 2017, a maioria é mulher. Um caso recente foi o da pastora Zélia Ribeiro, da igreja evangélica Razão do Viver, de Botucatu, flagrada destruindo imagens de Nossa Senhora Aparecida a marteladas. “Já pedi desculpas. Também fui vítima da intolerância, postaram muita coisa na internet, chegaram a dizer que eu tinha morrido.”
Investigações. Levantamento do Estado mostra que ao menos oito Ministérios Públicos Estaduais investigam intolerância. Em São Paulo, foram 123 procedimentos em dois anos – um a cada 10 dias. Em um dos mais graves, em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, um vizinho esfaqueou quatro pessoas em um terreiro.
Na Bahia, são 132 procedimentos entre 2014 e 2017. No Paraná, são seis inquéritos neste ano. Um deles é de um babalorixá que se negou a retirar uma oferenda de uma esquina e cerca de 30 pessoas, com paus e pedras, quebraram seu carro e agrediram filhos de santo. 
Também há casos apurados por Rio, Goiás, Mato Grosso do Sul, Piauí e Distrito Federal. Os outros Estados não responderam ou informaram não haver denúncias. O Estado não conseguiu contato com Roraima.
Juristas planejam processar País em corte internacional
Juristas vão protocolar uma petição no próximo dia 20 para processar o Brasil na Corte Interamericana de Direitos Humanos, por crimes contra religiões de origem africana. “A intolerância está virando epidêmica”, diz o advogado Hédio Silva Júnior, membro do grupo. “Do início do ano para cá, houve um mudança do tipo de ataque, com agravamento para agressões físicas e casos de tortura.”
Uma eventual condenação do País também permitiria que a vítima de intolerância fosse indenizada pela União. Para Silva Júnior, porém, isso “é secundário”. “O aspecto central é enfrentar a omissão do Estado e reconhecer que se trata de um problema. É preciso aprimorar o aparato normativo do Brasil e implementar políticas públicas de educação.”
Na petição, o grupo escreve que a “história da humanidade é repleta de tragédias decorrentes do fanatismo religioso”

Fonte: Felipe Resk, José Maria Tomazela e Jonathas Cotrim, O Estado de S.Paulo
12 Novembro 2017 | 03h00









Dia 4 é dia de Inhaçã - Eparrei Oyá!



             Bom dia à todos os irmãos(as) de Religiões de Matrizes Africanas, aos irmãos(as) do Kardecismo, enfim a todos os simpatizantes de nossa amada Religião!

No dia 4 de dezembro homenageamos a orixá rainha dos raios e tempestades, senhora que controla os espíritos dos mortos e guerreira destemida IansãEpahei Oyá!
 Iansã, ou Oyá, é um orixá sincretizada com Santa Bárbara, pela igreja católica.
Oyá, a deusa do Rio Niger, é representada com um alfange e uma cauda de animal nas mãos, e com um chifre de búfalo na cintura, ela é a ventania, a tempestade, a dinâmica, a mulher que é linda por natureza e por isso dispensa a vaidade, ou melhor, não precisa dela.
Guerreira, é o Orixá que batalha, foi assim ao lado de seus dois maridos, primeiro Ogum, depois Xangô, este último foi com quem reinou até a morte, e até a morte guerreou ao seu lado, nos momentos bons e nos ruins.

Santa Bárbara, uma das santas mais conhecidas no mundo e mais populares no Brasil, nasceu no Oriente e sofreu o martírio provavelmente em Antioquia, no fim do século III, princípio do século IV. Sua vida foi escrita nos idiomas grego, siríaco, armênio e latim. Segundo a lenda, ela era uma jovem belíssima. O pai, um pagão rico e ciumento chamado Diáscoro, encerrou-a numa torre para resguardá-la dos pretendentes que não lhe interessavam. A torre tinha duas janelas, mas para atender às exigências de Bárbara que queria três janelas para simbolizar as três pessoas da Santíssima Trindade, o pai mandou construir uma terceira. Certo dia, aproveitando-se de uma viagem do pai, ela recebeu o batismo. Ao regressar, o pai, enfurecido por ver que ela desprezava os deuses romanos, tentou matá-la. Bárbara fugiu e se escondeu, mas foi denunciada por um pastor. Foi então capturada e condenada a ser exibida nua por todo o país. Conta a lenda que Deus, em sua incomparável misericórdia se compadeceu dela e a cobriu com um suntuoso manto. Foi então levada à presença dos juízes e teve, entre seus mais ferrenhos acusadores, o próprio pai. Santa Bárbara sofreu os mais cruéis suplícios, mas nem os chicotes, nem as tiras de boi, nem as tochas de piche que queimavam seu corpo, nem os garfos de pedra que retalhavam sua carne, conseguiram fazer com que ela renegasse sua fé. Por fim, foi degolada pelo próprio pai que pediu para substituir o carrasco. A lenda diz ainda que, quando a espada cortou seu pescoço, um raio desceu do céu e matou o desumano Diáscoro, reduzindo-o a um monte de cinzas. Por causa desses fatos, ela é invocada contra os raios, nas tempestades. Ela é representada, tendo na mão a torre com três janelas onde viveu por muito tempo encarcerada. Santa Bárbara é a padroeira dos bombeiros.
No passado, Diáscoro, um pagão inconformado com a opção por Jesus Cristo feita por sua filha Bárbara, usou de todos os meios, inclusive de cruéis suplícios, para que ela renegasse sua fé. Hoje, em nosso mundo, talvez mais sutil em sua perseguição aos que professam a fé cristã, mas nem por isso menos implacável, Santa Bárbara nos lembra que não devemos ter receio de desagradar nem os que detêm nas mãos o poder temporal, nem as pessoas da própria família, quando se trata de viver a fé cristã e de se comprometer até as últimas conseqüências, com a mensagem do Evangelho.

Contos de Inhaçã:

1 - Certa vez em uma festa nenhuma das moças presentes queria dançar com Obaluayê, quando Iansã chegou e viu que ele estava sozinho, convidou-o para uma dança, sua veste erguia com o vento de Iansã e todos puderam ver seu rosto, um jovem bonito e alegre, a partir de então Obaluayê declarou que seu reino (o reino dos mortos) seria também o reino de Iansã.

2 - Os Orixás estariam cansados de não ter acesso às folhas, tão importantes para qualquer celebração litúrgica e para muitos outros aspectos da vida material. Nesse aspecto, eram completamente dependentes de Ossãin, que reinava sozinho em seu domínio. Incitada por Xangô, Iansã abanou fortemente sua saia, provocando um terrível vento (o afefé) que arrancou todas as folhas que Ossãin tentava resguardar com o próprio corpo. A partir de então, as folhas foram repartidas e cada Orixá possui as suas próprias plantas, mas isso não retirou totalmente de Ossãin o seu poder.


Oya é um Orixá e está intimamente relacionado com Iku (morte), o deus da morte. Esse Orixá Insã (Oiá) está relacionada diretamente com as tempestades, ventos fortes e furacões e raios. Simboliza o violento e impetuoso. Vivo na porta dos cemitérios.

        Epa Hei ( ou heparrei ) – Saudação a Orixá Iansã e significa: Olá com admiração!



Abraço à Todos!
Babalorixá Alexandre D ´Ogun
Força e Fé